Sobre

Esta é a página do laboratório do Dr. Carlos Hotta, do Departamento de Bioquímica, Instituto de Química, Universidade de São Paulo.

Search
Powered by Squarespace
Sobre o blog

Quando criança, eu sonhava estudar dinossauros. Hoje em dia tenho outros sonhos mas ainda tenho brontossauros no meu jardim. Por Carlos Hotta.

Feed me!
Terça-feira
Set042012

Brontossauros no Facebook #1

Tenho tido pouco tempo para escrever posts mais longos mas tenho tempo para escrever coisas curtas no Twitter, por exemplo. Por isso estou fazendo um experimento novo: estou colocando textos curtos com fotos na página deste blog no Facebook. Andei colocando por lá:

Uma tartaruga em cima de uma água-viva
Uma foto de uma bana selvagem
Um diagrama de Venn sensacional tirado do artigo do genoma da banana
Um esqueleto de dinossauro em exposição no aeroporto de Chicago
Edward O. Wilson, meu biólogo favorito, com uma frase genial
Um ermitão dentro de uma concha de vidro

Espero que curtam!
Segunda-feira
Mai282012

Adote um micróbio: Alison Kim

Alison Kim não é um micróbio mas merece uma menção nesta série de posts. Ela lançou uma série de pôsteres com microorganismos como tema. Abaixo temos as cianobactérias, neste link há outros micróbios. Visite!

Somos as cianos!

"Olá! Somos cianos (também conhecidas como cianobactérias

Nós fixamos nitrogênio atmosférico, que compõe 78% do ar que você respira"
Quinta-feira
Mai242012

Brain drain: o ralo é mais embaixo

Um interessante estudo do US National Bureau of Economic Research mostrando a porcentagem de cientistas de um país morando no exterior e a porcentagem de cientistas estrangeiros neste país acabou de ser divulgado pela Times Higher Education.

Os resultados são muito interessantes: países como Canadá, Suíça e Austrália aparecem como grande importadores de cientistas enquanto Índia, Itália e Japão são os países que parecem ser mais fechados a estrangeiros. A Índia é um caso à parte: sua exportação de cientistas é tão grande comparada com sua importação que é um exemplo clássico de brain drain.



Brain drain é um conceito criado no pós-guerra, quando milhares de cientistas migraram da Europa para os Estados Unidos. O Brasil tem, historicamente, um terror enorme de perder seus talentos para outros países. Este estudo sugere que estes temores, pelo menos na Academia, são infundados: o Brasil é um dos países que possuem taxas de exportação/importação de cientistas equilibradas. No entanto isso não quer dizer que estamos bem: apesar de equilibradas, nossas taxas estão entre as mais baixas nos países indicados, revelando outras características de nossa Ciência: uma certa paroquialidade e insularismo.

A Ciência é uma rede social

No começo do ano passado nenhuma universidade brasileira ficou entre as 200 melhores no ranking da Times Higher Education. A principal razão: pouca visibilidade internacional. Um mapa mundial mostrando as colaborações científicas entre diferentes países ilustra isso. Em suma, nossas universidades recebem poucos pesquisadores estrangeiros, poucos estudantes estrangeiros e são pouco conhecidas lá fora. Só que a Ciência é uma rede social internacional e os pontos mais fracos de uma rede são os que possuem poucas conexões.



Os benefícios do brain drain

Quando ganhamos uma bolsa de doutorado da CAPES ou do CNPq para fazer doutorado no exterior, comprometemo-nos a trabalhar no Brasil pelo mesmo período de tempo após a obtenção do título. Na visão atual, não importa que governos estrangeiros queiram pagar para você completar sua formação lá fora pois não voltar imediatamente só aumenta o risco do investimento do governo ir ralo abaixo (veja minha opinião sobre isso). Só que é no posdoc que fazemos os principais contatos que irão compor sua rede de colaboradores no futuro, pois é a primeira vez que você pode começar a desenvolver uma linha de pesquisa independente. E nossa política científica pega recém-doutores, inseridos em um contexto internacional, prontos para criar suas próprias redes de colaboração, e os obriga a voltar ao país!

Você pode estar se perguntando: isso não aumenta as chances do pesquisador nunca mais voltar? Sim, mas qual o problema? Como um cientista irlandês uma vez me perguntou: "um cientista brasileiro no exterior não continua trazendo benefícios para o país?" SIM SIM SIM! Cientistas brasileiros no exterior são peças fundamentais para que novas colaborações internacionais com o Brasil surjam! Colocar cientistas lá fora que possuam conexões no país nos trazem mais pertos dos grandes hubs da Ciência mundial e outra coisa sobre redes: quanto mais conexões com os principais hubs, mais importante você é (e maior a sua chance de se tornar um hub). Além disso cientistas sêniores semrpe podem voltar, visto o caso do Nicolelis.

Esta lógica também se aplica ao caso do brain gain: é necessário facilitar a importação de talentos internacionais para o país (ainda mais em tempos de crise mundial). Exigências como reconhecimento do diploma de doutorado no país (demora mais de 6 meses) e prova em português só fecham nossa Ciência ao resto do mundo.


Mas o buraco é mais embaixo




Outro problema é que nos preocupamos demais com a perda de cérebros para o exterior mas nos esquecemos dos cérebros que perdemos dentro do país. A falta de políticas científicas e tecnológicas eficazes faz com que muitos talentos científicos sejam perdidos para outras áreas. Quantos cientistas geniais foram trabalhar em bancos ou como vendedores por falta de alternativas? Mais especificamente: quantos abandonaram a Academia? Pessoalmente não acho ruim em ver cientistas irem trabalhar em empresas de tecnologia, ensino ou divulgação científica, mas quantos talentos genuínos perdemos? E quantos outros talentos nunca tiveram oportunidade de serem desenvolvidos por causa da má qualidade de nosso ensino científico e carência de divulgação (e "evangelização") científica? Este, meus caros, é o real desperdício de cérebros.
Quarta-feira
Mai232012

Evolução em Rap de Baba Brinkman

Baba Brinkman é um músico que ficou famoso pelo seu trabalho contando as "Canterbury Tales" em forma de rap. EM 2004 ele estreiou seu "Guia Rap para a Evolução", ganahndo muitos prêmios. Agora me mandaram a versão abaixo, que está legendada. Aproveite!



Aliás, também tem uma palestra muito boa dele para o TEDxSMU:

Segunda-feira
Mai212012

Adote um micróbio: Escherichia coli

Olá, meu nome é E. coli.

Sou uma bactéria Gram negativa e faço parte da Família Enterbacteriaceae.

Na minha família faço parte da tribo I, Escherichieae.

Minha família inteira é oxigenase negativa.

Vivo nos intestinos.

Minhas linhagens uropáticas são as causas mais comuns de infecção do trato urinário. FTW!

Algumas das minhas variedades possuem fatores de virulência, causando diarréias.

A diarréia pode ser aquosa ou com sangue, dependendo da variedade que você pegou.

===================================================
Texto original de Emma Lurie.

Esta é uma série de textos traduzidos sobre os diferentes microorganismos que conhecemos. Conheça os demais!